Eu também quero ir embora.

             Um ano sem você!

E agora Creoula?

Hoje faz um ano que você se foi.
O tempo passou… mas a saudade não.
Este poema é para você:

Creoula, meu amor, você se foi.
E eu… também quero ir embora.

E agora, Creoula?
A luz se apagou.
E eu fiquei
na escuridão.

Caminho sem você.
Não te vejo,
não te abraço,
não te beijo —
só me resta lembrar.

E não me basta viver assim.
Agora não.
Agora nada faz sentido.
Tudo é indiferente.

E agora, Creoula?
Eu também quero ir embora.

Quero ir já, sem demora.

Na Colônia, quem sabe,
eu ainda te encontre,
e juntos, outra vez,
voltemos a caminhar.

Mas, me diga, Creoula:
você vai me reconhecer?

Eu também quero ir embora, mas

Seja feita a vontade de Deus…
mas, se puder, que seja agora.

Você partiu —
e levou a chave do céu.

Dizem que o céu não tem portas.
Não importa.

Eu só sei que você se foi…
e eu também quero ir embora.

E agora, Creoula?
Eu quero ir embora.

Onde você estiver…
espero que esteja em paz.
Eu sigo aqui, com muita saudade e                                                                                                                com muita dor que me torna incapaz.

 

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog